A
gripe A é causada por uma estirpe do vírus Influenza A, subtipo H1N1 que contém
genes de variantes humana, aviária e suína de outros vírus influenza.
Transmissão entre humanos
O método de transmissão do vírus A(H1N1) é idêntico ao da gripe sazonal. O vírus espalham-se directamente de pessoa para pessoa ou pelo ar, através de partículas em suspensão, quando um indivíduo doente tosse ou espirra ou simplesmente fala a menos de 1 (um) metro de outro indivíduo.
Causas
Como
já vimos anteriormente, a gripe A é provocada por um vírus, o Influenza A H1N1.
Este vírus é particularmente perigoso, pois ele pode ser transmitido de uma pessoa para outra, o que pode levar à uma pandemia mundial.
O frio e o desenvolvimento do vírus
Segundo
um estudo publicado em maio de 2009, o tempo frio e seco aumenta em 90% a
sobrevida do vírus e em 50% a transmissão.
Sintomas
Os
sintomas de infecção pelo vírus da gripe A(H1N1) são semelhantes aos provocados
pela gripe sazonal:
§
Febre
elevada;
§
Sintomas
respiratórios (tosse seca, obstrução nasal);
§
Dor de garganta;
§
Dores musculares;
§
Dores
de cabeça.
Um
número significativo de crianças (até 25%) apresenta também diarreia e vómitos,
em especial as mais jovens.
Em
alguns casos de infecção pelo vírus A, podem surgir complicações graves como:
§
Pneumonia
primária;
§
Dificuldade
respiratória aguda;
§
Edema
pulmonar;
§
Falência
multi-orgânica;
§
Entre
outras.
Consequências
As
principais complicações das gripes são respiratórias, sobretudo:
·
Pneumonia
viral primária (pelo próprio vírus da gripe);
·
Pneumonia
bacteriana (muito facilitada pelo vírus da gripe).
Estas são as mais frequentes e surgem em regra
4 a 14 dias após o início dos sintomas da gripe. Muito mais raras são as
complicações musculares, neurológicas e cardíacas. Estas poderão manifestar-se
em qualquer idade e tanto nos “grupos de risco” como nos indivíduos sem
factores de risco, podemos ver essas complicações na Tabela 1 que se segue:
Tabela 1: Potenciais complicações da gripe
Frequentes
|
Raras
|
- Pneumonias: primárias da gripe; sobreinfecção bacteriana;
- Agravamento duma doença
pulmonar crónica prévia - exemplo de
crise de asma;
- Infecções respiratórias altas (otorrinolaringológicas) : sinusite,
otite média aguda;
- Convulsões
febris (nas crianças).
|
- Musculares:
miosite e rabdomiólise (destruição muscular maciça);
- Neurológicas: síndrome de Reye, encefalites, encefalomielites, mielite
transversa, sindroma de Guillain-Barré;
- Cardíacas: agravamento de prévia cardiopatia, miocardite, pericardite,
enfarte de miocárdio.
|
Diagnóstico
São
sinais de potencial complicação duma gripe, e que justificam recorrer ao
médico, sem grandes demoras, qualquer um dos sinais estabelecidos na Tabela 2:
Tabela 3: Sinais
indicativos do vírus H1N1:
Sinais frequentes
|
Sinais raros
|
-
Respiração muito rápida e esforçada;
-
Falta de ar;
-
Cianose;
-
Gemido respiratório constante;
-
Recusa alimentar TOTAL para além de 2 refeições, com recusa mesmo para os
líquidos;
- Vómitos repetidos (> mais de 4-5) em poucas horas;
-
Febre prolongada (> 6 dias);
-
Reaparecimento da febre, quando parecia estar já a melhorar da gripe e/ou
associado a um ou mais sinais deste quadro;
-
Dores musculares muito intensas;
- Dor torácica;
-
Falta de ar para esforços insignificantes;
-
Convulsões.
|
-
Sangue na expectoração;
-
Sonolência muito exagerada;
-Urina
avermelhada;
-
Compromisso da mobilidade de um ou mais membros;
-
Incapacidade para suportar o tronco/corpo na posição de sentado e/ou de pé;
-
Dor torácica, em especial na região em frente do coração e/ou num ombro;
-
Palidez acentuada de aparecimento recente;
-
Não tolerar a posição de deitado;
-
Edemas nos pés.
|
Tratamento
Antivirais
Existem dois
medicamentos eficazes para tratar a gripe A, que pertecem à classe dos inibidores da neuraminidase. São eles, o oseltamivir e o zanamivir. Aparentemente ambos têm a mesma
eficácia contra esta e podem ser adquiridos através de uma precrição
médica.
É importante ressaltar que o tratamento à base de um inibidor
da neuraminidas é mais eficaz se administrado nas primeiras 48
horas após a constatação dos primeiros sintomas
da gripe A.
Conforme orientação da OMS, os medicamentos antivirais devem
ser prescritos unicamente para os doentes em estado grave e para os que se
enquadram em um grupo de risco. Eles não devem ser administrados por pessoas
que estão com boa saúde e sintomas leves do vírus A/H1N1.
Prevenção
Para
evitar a disseminação da gripe, os doentes devem:
o
Lavar
frequentemente as mãos com água e sabão;
o
Quando
tossirem ou espirrarem devem proteger a boca e o nariz com um lenço de papel de
utilização única (que deve ser imediatamente colocado num local não acessível e
eliminado);
o
Devem
adoptar “etiquetas da tosse e do espirro”, espirrando para a zona do cotovelo e
não para as mãos (para diminuir a contaminação das mãos).
As
principais medidas de prevenção e contenção da doença passarão por:
ü
Intensificação
das acções de vigilância em humanos, complementadas com acções de informação e
educação para a saúde (promoção da saúde e prevenção da doença) dirigidas à
população em geral e a grupos de risco;
ü
Reforço
das acções de informação e educação da população em geral e de grupos de risco,
nomeadamente manipuladores de animais e os profissionais de saúde (sobretudo
técnicos de laboratório, médicos e enfermeiros);
ü
Especial
atenção aos espaços escolares (creches, escolas, etc.), centros comerciais e
áreas de lazer sem ventilação natural.
ü
Vacinação em massa em especial às crianças,
que são os principais focos de infecção e de contágio, entre si e aos adultos.


