Citomegalovírus
O citomegalovírus (CMV) pertence à
família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes
genital e do herpes zoster.
As manifestações clínicas da infecção pelo Citomegalovirus variam de
pessoa para pessoa e vão desde um ligeiro mal-estar e febre baixa até doenças
graves que comprometem o aparelho digestivo, sistema nervoso central e retina.
O citomegalovírus nunca abandona o organismo de uma pessoa infectada. Permanece
em estado latente e qualquerdiminuição do sistema imunitário do hospedeiro pode
reactivar a infecção.
Transmissão
O citomegalovírus pode ser
transmitido das seguintes formas:
- por via respiratória (tosse, espirro, fala, saliva, secreção brônquica e da
faringe servem de veículo para a transmissão do vírus);
- por transfusão de sangue;
- por transmissão vertical da mulher grávida para o feto;
- por via sexual ;
Sintomas
A infecção pelo CMV pode ser
assintomática, mas o vírus ficará latente, a não ser que uma deficiência
imunológica do hospedeiro favoreça a sua reativação.
Na fase aguda, a principal manifestação é a citomegalomononucleose, com
sintomas semelhantes aos da mononucleose infecciosa: febre, dor de garganta,
aumento do fígado e do baço, presença de linfócitos atípicos.
Diagnóstico
Existe exame laboratorial específico
para pesquisar anticorpos contra o citomegalovírus. Os anticorpos da classe IgM
estão presentes apenas na fase aguda da infecção e os da classe IgG também
aparecem na fase aguda, mas persistem por toda a vida.
Complicações
A reactivação do quadro infeccioso
está associada à deficiência do sistema imunológico.
Nos imunodeprimidos, as lesões ulceradas e dolorosas podem comprometer todo o
aparelho digestivo (boca, garganta, faringe, esôfago, estômago, intestino
grosso e delgado).
Nos pacientes com SIDA, a complicação mais comum é a coriorretinite, que pode
levar à cegueira, mas existem outras, como comprometimento dos intestinos, do
fígado e do sistema nervoso central, que resultam na perda do movimento dos
membros inferiores e em mielite e encefalite.
Tratamento
Na fase aguda, o tratamento é
sintomático. O uso de antivirais fica reservado para as formas graves da doença
e deve ser mantido pelo menos durante um mês. A grande preocupação é com o
efeito tóxico dessas drogas sobre os glóbulos do sangue e aos rins.
Recomendações
- Utilizar preservativo nas relações sexuais como forma de evitar a
transmissão do citmegalovírus;
- Não usar copos e talheres se não tiver certeza de que foram bem lavados;
- A transmissão vertical do CMV durante a gestação é a principal causa de
retardo mental nas crianças. Siga rigorosamente as orientações médicas para
evitar que isso aconteça.
O vírus Epstein-Barr é transmitido de humano para humano através da
saliva. Por este motivo ganhou a alcunha de "doença do beijo".
Além do beijo, a mononucleose pode ser transmitida através da tosse, espirro, objectos como copos e talheres ou qualquer outro modo onde haja contato com a saliva de uma pessoa contaminada.
Um indivíduo infectado pelo Epstein-Barr pode manter-se com o vírus na sua orofaringe até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. É por isso que a maioria das pessoas que desenvolve mononucleose não se recorda de ter tido contato com alguém doente: A própria pessoa que transmite o vírus também nem sequer imagina que ainda possa transmiti-lo.
O modo de transmissão é semelhante ao da gripe, mas o Epstein-Barr é um vírus menos contagioso, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se infectar. A infecção só ocorre após contato prolongado de uma pessoa contaminada com outra que nunca tenha sido exposta ao vírus.
Nas pessoas que desenvolvem sintomas, o período de incubação, ou seja, desde o contacto até o aparecimento da doença, é em média de 4 a 8 semanas.
Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante às faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro.
O aumento dos linfonodos na mononucleose infecciosa é um pouco diferente dos linfonodos da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo. Uma dica para o diagnóstico diferencial entre as faringites bacterianas e a mononucleose é que neste último pode haver o aparecimento de uma rash (manchas vermelhas) pelo corpo após o início de antibióticos, principalmente amoxicilina.
A mononucleose não costuma causar maiores problemas quando adquirida durante a
gravidez. Não há evidências de aumento do risco de má-formação, aborto ou parto
prematuro.
No hemograma da mononucleose verifica-se o aumento do número de leucócitos (leucocitose), causado pela maior produção de linfócitos (linfocitose), ou seja, o paciente apresenta leucocitose e linfocitose
Quando o fígado é comprometido, pode haver aumento das enzimas hepáticas, chamadas de TGO e TGP .
O diagnóstico definitivo é feito através da pesquisa de anticorpos. O mais comum e simples é um exame chamado monoteste.
Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em duas semanas.
Devido ao risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios por pelo menos quatro semanas. Recomenda-se repouso.
Durante muitos anos se associou a mononucleose com a síndrome da fadiga crônica. Porém, actualmente sabe-se que a fadiga da mononucleose é diferente. O cansaço prolongado que pode ocorrer normalmente não vem associado com os outros sintomas da síndrome e normalmente ocorre por re
Mononucleose infecciosa
A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens e caracteriza-se pelos sintomas de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.
A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens e caracteriza-se pelos sintomas de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.
Transmissão da mononucleose infecciosa
Além do beijo, a mononucleose pode ser transmitida através da tosse, espirro, objectos como copos e talheres ou qualquer outro modo onde haja contato com a saliva de uma pessoa contaminada.
Um indivíduo infectado pelo Epstein-Barr pode manter-se com o vírus na sua orofaringe até 18 meses após a resolução dos sintomas, podendo contaminar pessoas com quem mantenha algum contato íntimo, principalmente se prolongado. É por isso que a maioria das pessoas que desenvolve mononucleose não se recorda de ter tido contato com alguém doente: A própria pessoa que transmite o vírus também nem sequer imagina que ainda possa transmiti-lo.
O modo de transmissão é semelhante ao da gripe, mas o Epstein-Barr é um vírus menos contagioso, o que faz com que seja possível haver contato com pessoas infectadas e não se infectar. A infecção só ocorre após contato prolongado de uma pessoa contaminada com outra que nunca tenha sido exposta ao vírus.
Sintomas
Quando adquirida na infância, a mononucleose costuma passar despercebida. Menos de 10% das crianças infectadas apresentam sintomas. Essa incidência começa a subir com o passar dos anos, atingindo seu ápice entre os 15 e 24 anos. Esta é a faixa etária que mais costuma apresentar infecção sintomática. A mononucleose é rara após os 30 anos, uma vez que virtualmente todos neste grupo já terão sido expostos ao vírus em algum momento da vida.Nas pessoas que desenvolvem sintomas, o período de incubação, ou seja, desde o contacto até o aparecimento da doença, é em média de 4 a 8 semanas.
Os sintomas típicos da mononucleose incluem febre, cansaço, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas). É um quadro muito semelhante às faringites comuns causadas por outros vírus e bactérias. Outros sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, dores musculares, tosses e náuseas também são comuns.
Na mononucleose a fadiga costuma ser intensa e persiste por semanas após a resolução do quadro.
O aumento dos linfonodos na mononucleose infecciosa é um pouco diferente dos linfonodos da faringite comum, acometendo preferencialmente as cadeias posteriores do pescoço e frequentemente se espalhando pelo resto do corpo. Uma dica para o diagnóstico diferencial entre as faringites bacterianas e a mononucleose é que neste último pode haver o aparecimento de uma rash (manchas vermelhas) pelo corpo após o início de antibióticos, principalmente amoxicilina.
Rash da mononucleose
|
Uma situação
clássica é o paciente procurar o médico por infecção de garganta e receber uma
prescrição de amoxicilina para tratamento. O paciente começa a tomar os
antibióticos e horas depois surgem manchas vermelhas difusas pelo corpo.
Outro sinal característico da mononucleose é o
aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é
necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura do mesmo. A ruptura
esplênica (ruptura do baço) é rara, mas quando acontece leva a risco de
morte devido ao intenso sangramento que se sucede. O baço aumenta tanto de
tamanho que pode ser palpável abaixo das costelas à esquerda do abdômen.
Diagnóstico da mononucleose infecciosa
O diagnóstico da mononucleose é feito através do quadro clínico e é confirmado por análises de sangue.No hemograma da mononucleose verifica-se o aumento do número de leucócitos (leucocitose), causado pela maior produção de linfócitos (linfocitose), ou seja, o paciente apresenta leucocitose e linfocitose
Quando o fígado é comprometido, pode haver aumento das enzimas hepáticas, chamadas de TGO e TGP .
O diagnóstico definitivo é feito através da pesquisa de anticorpos. O mais comum e simples é um exame chamado monoteste.
Tratamento da mononucleose
Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em duas semanas.
Devido ao risco de ruptura do baço, recomenda-se evitar exercícios por pelo menos quatro semanas. Recomenda-se repouso.
Durante muitos anos se associou a mononucleose com a síndrome da fadiga crônica. Porém, actualmente sabe-se que a fadiga da mononucleose é diferente. O cansaço prolongado que pode ocorrer normalmente não vem associado com os outros sintomas da síndrome e normalmente ocorre por re


